25 de Abril de 2008
Artigo da Semana Vagas em Logística Dicas Bibliográficas e vídeos
Editorial

Prezado Leitor,

 

É com grande satisfação que a equipe de produção da Norte Consultoria retorna a veiculação do Newsletter Desenvolvimento & Logística.  Com freqüência quinzenal traremos novidades de informações com conteúdo especializado em desenvolvimento e logística, desde as notícias regionais à nacionais e internacionais. Nessa edição você pode acompanhar o artigo escrito pelo consultor e professor Paulo Simas, que trata sobre a ampliação do “olhar” sobre a logística.
Traremos novidades também na seção de vagas de trabalho para profissionais de logística.
Aproveitem e boa leitura.

 

 

 

 

Índice
 
Notícia

Fusão pressiona companhias aéreas

16/4/2008


Multimodalidade


Por O Estado de São Paulo


A fusão das companhias aéreas Delta Air Lines e Northwest Airlines, anunciada na segunda-feira, pode impulsionar outras empresas do setor a buscarem a economia de custos e reconhecimento de marca global necessários para sobreviver no mercado norte-americano, pressionado pelos preços de combustíveis e pela economia fraca.

Se a tão aguardada onda de consolidação no setor se concretizar, o negócio mais aguardado seria a fusão entre a United Airlines, uma unidade da UAL Corp., e a Continental Airlines Inc., que estão conversando há alguns meses.

A Continental anunciou ontem que vai revisar alternativas estratégicas. Mas pilotos das duas companhias dizem que não apoiariam a fusão, a menos que aprovassem os termos do contrato.

Com as condições da indústria tornando-se cada vez mais difíceis - e a Delta melhorando sua posição competitiva -, outras companhias aéreas podem se ver em uma necessidade desesperada por fusões.

“Certamente vai haver mais pressão para United e Continental procurarem uma união, frente à ameaça da grande fusão entre Delta e Northwest”, diz Jim Feltman, um consultor especializado em aviação da Mesirow Financial. “É quase obrigatório, em vez de desejável”, afirmou.

A indústria da aviação nos Estados Unidos tem sido abatida com o impacto de pesadas despesas com combustíveis, diretamente relacionado com a alta dos preços de petróleo no mundo, que chegou a atingir US$ 114 o barril ontem.

As pressões de custos, combinada a uma economia norte-americana enfraquecida, estão forçando as empresas a uma posição complicada, que poderia levar a outro declínio abrupto , semelhante ao ocorrido em 2001, após os ataques às torres do World Trade Center.

A Delta e a Northwest anunciaram na última segunda-feira um fusão planejada para formar a nova Delta, a maior companhia aérea de transporte de passageiros do mundo. A receita anual da empresa é estimada em mais de US$ 35 bilhões.

Especialistas dizem que outras companhias não conseguiriam se manter enquanto a Delta constrói uma posição mais competitiva e diminui seus custos. O presidente da UAL, Glenn Tilton, disse ontem que concorda com a constatação, mas não acredita que a consolidação seja a única saída para manter a estabilidade.

“Enquanto a indústria se desenvolve, vamos tomar as medidas necessárias para fortalecer nossa competitividade global, e participar de consolidações quando e se for a escolha que produza os benefícios certos para os empregados, clientes e parceiros”, diz Tilton, em mensagem a empregados.

Nesse momento, United e Continental estão impedidas de promover a união, já que a Northwest possui uma quota na Continental que restringe os planos de fusão das companhias. Com a fusão com a Delta, porém, a Continental pode se sentir livre para comprar de volta essa participação e buscar uma união por ela mesma.

“Como dissemos há mais de um ano e meio, preferimos nos manter independentes enquanto o cenário competitivo mantém-se igual”, disse o presidente da Continental, Larry Kellner. “Porém, o cenário está mudando.” Nenhuma das companhias confirmou as negociações de fusão.

Possibilidades - Pelo menos um especialista acredita que uma aliança entre UAL e Continental esteja longe de ser inevitável. “Não acredito que isso necessariamente leve a UAL às mãos da Continental”, disse Stuar Klaskin, especialista em aviação da consultoria KKC.

Ele acredita que a Continental pode explorar outras opções, como a fusão com outras companhias que operam no modelo de baixo custo, como a Alaska Air Group.



Nota Fiscal Eletrônica teve 1,3 milhão de emissões em 10 dias

15/4/2008


Tecnologia


Por Agecom - Governo da Bahia


Em apenas 10 dias de obrigatoriedade da emissão da Nota Fiscal Eletrônica pelos contribuintes do segmento de cigarros e combustíveis (distribuidoras de cigarro, usinas de álcool, refinarias de petróleo, transportadores e revendedores retalhistas), mais de 1,3 milhão de NF-es já foram autorizadas, para uma movimentação de mais de R$ 25 bilhões em todo o país.

A Bahia é o quarto estado que mais autorizou Notas Fiscais Eletrônicas, com um total de 312 mil, atrás apenas de São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

“A prova do quanto estes números são representativos é que, desde o lançamento do projeto, em abril de 2006, até 31 de março deste ano, fase em que as empresas participavam de forma espontânea, haviam sido emitidas 5 milhões de NF-es num valor total de R$ 40 bilhões. Ou seja, continuando neste ritmo, a expectativa é de que em menos de dois meses esses números sejam alcançados”, explica Eudaldo Almeida, coordenador do ENCAT - Encontro Nacional dos Administradores e Coordenadores Tributários Estaduais- e auditor fiscal da Sefaz-Ba.

A Nota Fiscal Eletrônica é um documento emitido e armazenado eletronicamente, com o intuito de documentar uma operação de circulação de mercadorias ou prestação de serviços ocorrida entre fornecedores e contribuintes. A validade jurídica é garantida pela assinatura digital entre as duas partes, antes da ocorrência do Fato Gerador.

“O projeto da NF-e representa, na prática, a implementação do fisco online, integrado ao processo de faturamento dos grandes contribuintes”, explica Eudaldo Almeida. O Estado da Bahia é o responsável nacional pela coordenação técnica e executiva do Projeto da Nota Fiscal Eletrônica e um dos primeiros a processar NF-es no país.

Para o diretor de Planejamento Estratégico da Souza Cruz, César Augustus Simi, a Nota Fiscal Eletrônica é uma importante e inovadora ferramenta que vai simplificar os processos fiscais e facilitar a integração entre os Fiscos Federal e Estadual. “O combate à sonegação fiscal, o maior controle da arrecadação, a melhoria do ambiente concorrencial e a redução do consumo de papel estão entre as vantagens do Projeto, que será benéfico para toda a sociedade”, afirma.


Vantagens da NF-e


De acordo com Almeida, o sistema traz uma série de benefícios para os contribuintes, como a eliminação de digitação de notas fiscais na recepção de mercadorias e conseqüentes erros de escrituração, além do planejamento de logística que é possibilitado pela recepção antecipada das informações contidas na NF-e. “Já para o emissor da Nota Fiscal o sistema permite a redução de custos de aquisição de formulário, impressão e armazenamento de documentos fiscais. Além disso, reduz também o tempo de parada em postos fiscais de divisas”, esclarece.

Para fazer a nota, a empresa emissora deve gerar um arquivo eletrônico, que é a NF-e contendo as informações fiscais. O arquivo é transmitido para a Sefaz de jurisdição do contribuinte que a envia para a Receita Federal. Não haverá uma nota impressa. Em seu lugar irá circular um documento oficial que se chama Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica (Danfe) que confirma a existência da NF-e e pode ser impresso em folha A4.

“Com a NF-e, os Fiscos estão compartilhando informações, o que repercutirá no aumento da justiça fiscal e simplificação do cumprimento de obrigações acessórias pelos contribuintes”, reitera.


Novas empresas a partir de setembro


De acordo com o Protocolo ICMS 88, de 14 de dezembro de 2007, a partir de 1º de setembro empresas de outros segmentos irão iniciar a emissão de Notas Fiscais Eletrônicas. São elas: empresas fabricantes de automóveis, camionetes, utilitários, caminhões, ônibus e motocicletas; fabricantes de cimento; fabricantes, distribuidores e comerciante atacadista de medicamentos alopáticos para uso humano; frigoríficos e atacadistas que promoverem as saídas de carnes frescas, refrigeradas ou congeladas das espécies bovinas, suínas, bufalinas e avícola; fabricantes de bebidas alcoólicas inclusive cervejas e chopes; fabricantes de refrigerantes; agentes que, no Ambiente de Contratação Livre (ACL), vendam energia elétrica a consumidor final; fabricantes de semi-acabados, laminados planos ou longos, relaminados, trefilados e perfilados de aço e fabricantes de ferro-gusa.

 



Código de barras terá certificado de qualidade

13/4/2008


Tecnologia


Varejo perde, em média, 26% de produtividade em seus check-outs, devido a problemas na leitura do código de barras.

Numa loja com dez caixas, por exemplo, isso representa 4,6 horas por dia.

Um estudo recente, coordenado pela GS1 Brasil (Associação Brasileira de Automação - antiga EAN Brasil) junto ao varejo brasileiro, concluiu que códigos de barras com defeitos, ou fora dos padrões recomendados pela GS1, geram perda de produtividade de, pelo menos, 26% nos pontos de check-out das lojas.

A numeração de códigos de barras segue um padrão mundial denominado Sistema GS1, criado para atender à expansão global da indústria e do comércio. Por meio desse sistema, as empresas estabelecem uma comunicação padrão com os parceiros da cadeia de suprimentos. Isto permite a transmissão de informações para qualquer empresa e mercado, em qualquer parte do mundo. Trata-se de um sistema compreendido internacionalmente.

Além de fornecer números exclusivos de identificação, o código GS1 também viabiliza a captura de informações adicionais que constam nos computadores das lojas, tais como preço, data de validade, número de série e de lote, dentre outras. O código proporciona, ainda, a total rastreabilidade das operações, por meio da identificação inequívoca de produtos.

O Sistema GS1 é usado por milhões de empresas no mundo todo, nas áreas de varejo, saúde, embalagem, transporte, alimentação, têxtil, dentre outras. Cerca de cinco bilhões de códigos de barras são lidos por dia ao redor do mundo. O Brasil possui cerca de dois milhões de produtos codificados com essa ferramenta.

Outro fato preocupante, apontado pelo estudo, é que se o código de barras não der leitura na primeira passagem, o operador de caixa leva, em média 23 segundos, para resolver o problema. Os resultados indiretos disso são: aumento das filas nos check-outs e piora no atendimento, gerando insatisfação dos clientes. Além disso, a necessidade de passar várias vezes o produto pela leitora aumenta os riscos de um operador desenvolver LER (Lesão por Esforço Repetido).

Ainda segundo o estudo, cerca de 20% dos consumidores supermercadistas já ficaram insatisfeitos com códigos de barras de baixa qualidade.

Programa de Certificação de Código de Barras - A fim de corrigir possíveis erros na impressão dos códigos, minimizando os transtornos ocasionados por isso, a GS1 Brasil lança, a partir de maio, o programa de Certificação de Códigos de Barras, que visa verificar e atestar a qualidade dos códigos aplicados a itens comerciais e unidades logísticas, com base em requisitos de negócios e em procedimentos e especificações técnicas internacionais, garantindo, assim, um melhor desempenho na captura de dados.

A Certificação GS1 Brasil assegura que 100% dos códigos de barras certificados serão "lidos" com o melhor desempenho na primeira passagem, elevando assim a eficiência das operações de fabricantes e varejistas e proporcionando as melhores experiências de compras a seus consumidores.

Recebem a Certificação de Qualidade os códigos de barras aprovados pelo Laboratório de Verificação de Simbologias da GS1 Brasil. O Certificado emitido para um código poderá ser apresentado a diferentes parceiros comerciais, inclusive para fins de exportação e importação.


Por Assessoria de imprensa Ricardo Viveiros

 


 

Transporte internacional acumula prejuízos da ordem de US$ 13 milhões

17/4/2008


Redação NTC&Logística


As empresas de transporte internacional de carga acumulam perdas de U$$ 13.920.000,00 com a greve dos auditores fiscais, que completa 29 dias. A informação é da NTC&Logística que volta a alertar o governo Federal para os reflexos negativos ao comércio exterior. Em oficio enviado ao Ministro da Fazenda Guido Mantega, o presidente da NTC&Logística, Flávio Benatti, e o vice-presidente Extraordinário para Assuntos Internacionais, Ademir Pozzani, avaliam: “A situação é extremamente crítica e severa para o setor econômico que é essencial para a movimentação da produção da economia nacional e no caso para viabilização do comércio exterior.
Só para dar uma idéia da situação calamitosa que vivem os operadores que dependem da aduana, no sistema de parametrização a incidência dos canais laranja/vermelho e cinza, o tempo de fiscalização (documental e física) por parte dos auditores passou da média de 3 dias para 15 dias.”

Ao solicitar medidas para a liberação das cargas de exportação e importação retidas sobre os veículos de transporte, a NTC&Logística, adotando-se para a importação/exportação, a liberação da mercadoria pelo Concessionário/Depositário fiel do recinto alfandegado.

Para agilizar os procedimentos nas alfândegas a NTC&Logística ainda solicita das autoridades que na apresentação dos documentos que instrui o despacho seja dada a condição para que o veiculo ingresse no recinto, seja pesado e liberado de imediato, pelo concessionário/depositário fiel; e que todas as cargas de importação e exportação sejam parametrizadas no canal verde.

 


 

Empresas colaboram com Receita Federal para criar documento eletrônico para transporte de cargas

Plantão | Publicada em 07/04/2008 às 16h39m

Valor Online


SÃO PAULO - A Receita Federal, em parceria com mais de dez empresas do setor de transportes e com as Secretarias Estaduais de Fazenda, pretende desenvolver a forma eletrônica do documento de Conhecimento de Transporte (CT). A idéia é facilitar e baratear o burocracia envolvida no transporte de cargas, inclusive por empresas aéreas.

O Conhecimento de Transporte é um documento padrão, emitido por todos os transportadores de carga antes do início do percurso informando qual o conteúdo do que está sendo transportado. A forma eletrônica do documento, o CT-e, deve ser implementada ainda neste ano, em substituição aos atuais formulários em papel.

Segundo a TAM, uma das empresas envolvidas no projeto, a adoção do CT-e trará maior agilidade e eficiência a suas operações, com a possibilidade de automação em alguns procedimentos hoje realizados manualmente. Hoje, após o desembarque das aeronaves, toda a carga passa por um processo de verificação fiscal e não pode ser entregue antes de cumpridos, manualmente, uma série de procedimentos burocráticos.
A companhia aérea afirma que, com a versão eletrônica, o tempo de processamento da carga será reduzido nos postos fiscais, diminuindo o prazo entre postagem e entrega das cargas.

Na parte dos custos, a empresa estima poder economizar cerca de cinco toneladas em papel por ano com a adoção do CT-e. Atualmente, a TAM emite cerca de 200 mil documentos do tipo por mês, num total de 2,4 milhões por ano.

O processo é importante também para alavancar a estratégia da TAM de desenvolver mais suas receitas obtidas com cargas. O desempenho nas vendas de espaço para transporte nos porões das aeronaves têm ido na contra-mão dos ganhos com passageiros nas operações dentro do país. No ano passado, a receita com passageiros em operações domésticas da TAM caiu 6,4% (para R$ 4,8 bilhões), enquanto o faturamento com transporte de carga cresceu 11,9% (para R$ 360 milhões). Já nas rotas internacionais, enquanto o faturamento com passageiros cresceu 38,5% (para R$ 2,1 bilhões), o ganho com cargas aumentou 153% (para R$ 416 milhões).


(José Sergio Osse | Valor Online)



 

Brasil perde posições em uso de tecnologia

O Brasil continua perdendo posições em relação a outros países no Relatório Global de Tecnologia da Informação, que teve sua última versão divulgada ontem pelo Fórum Econômico Mundial. Agora o País ocupa a 59 colocação, seis abaixo daquela que ocupou no ano passado, quando já tinha recuado dois postos. Foram avaliadas 127 nações.
A perda de posição ocorre mesmo com melhorias de uso por parte das empresas e governo. O Brasil também costuma liderar ranking de números de média de horas navegadas na internet por usuários, segundo dados do Ibope/NetRatings, o que indica que a porcentagem da população com acesso residencial utiliza bastante o recurso.
Mas tudo isso não se reflete em avanços mais rápidos que outros países em desenvolvimento. O Brasil foi considerado o pior em peso de impostos e entre os 10 piores em peso da regulação e qualidade da educação. As melhores notas ficaram no uso de redes pelo governo e pelo mercado corporativo, e no grau de preparo das empresas.
O País foi ultrapassado, em relação ao ranking do ano passado, principalmente por países do Oriente Médio, como a Jordânia e o Kuwait. A Arábia Saudita e Omã, que foram adicionados ao estudo este ano, também ficaram situados na frente. Dentre as nações da América Latina e Caribe, o Chile (34) é o melhor colocado. O Brasil ainda fica atrás de Barbados (38), Porto Rico (39), Jamaica (46) e México (58). Argentina e México também perderam posições.
O estudo é baseado no Índice de Preparo de Rede, que já é medido há sete anos. A escola de negócios Insead, localizada nos arredores de Paris, é a responsável pela elaboração para o Fórum Econômico Mundial.
O índice avalia o grau de desenvolvimento dos países por três aspectos principais: infra-estrutura de TI e Comunicações (TIC) oferecida, preparo da sociedade (indivíduos, empresas e governos) para utilizar os recursos e o nível de uso efetivo. A partir desses ângulos, existem 68 variáveis que compõem o índice.


Liderança nórdica:

A Dinamarca e a Suécia mantiveram as duas primeiras posições em comparação com o último ano. Cinco países nórdicos conseguiram se colocar entre os 10 melhores, os mesmos da versão anterior. A Coréia do Sul alcançou o resultado mais significativo ao ganhar 10 colocações, chegando à 9. A China também subiu, cinco postos, para o 57.
Mas a mais rápida escalada foi a do Egito, que superou 16 países para se colocar em 63, uma das poucas notícias positivas para o continente africano, que permanece tendo os países menos preparados. A África do Sul é o mais bem-colocado, em 51.
Desde 2002, quando a metodologia em uso foi adotada pelo Insead, o Brasil perdeu colocações ano a ano, tanto para novos países que passaram a ser avaliados quanto para nações que evoluíram mais rapidamente. Em 2002, o Brasil ficou em 29 - 30 na frente da atual posição.


Fonte: GAZETA MERCANTIL

 



Estudo indica que 40% das cidades perderiam com reforma tributária

16/4/2008


Fonte: O Estado de São Paulo


Quase 40% dos municípios brasileiros poderão perder receita de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) se for aprovada sugestão de mudança na forma de distribuição de sua arrecadação, apresentada na proposta de reforma tributária do Executivo que tramita no Congresso. O alerta é feito em estudo do economista e geógrafo François Bremaeker, consultor do Instituto Brasileiro de Administração Municipal (Ibam). Ele teme que, com a modificação pregada pelo governo (remeter a lei complementar o que a Constituição hoje regula), se torne possível a alocação dos recursos pelo critério populacional. Com isso, as prefeituras com mais habitantes, não necessariamente aquelas com mais arrecadação, receberiam mais.
Atualmente, o artigo 158 da Constituição estabelece, em seu parágrafo único, que no mínimo 75% da receita do ICMS pertencente aos municípios será dividida “na proporção do valor adicionado nas operações relativas à circulação de mercadorias e nas prestações de serviços, realizadas em seus territórios”. A nova redação propõe apenas “três quartos , nos termos de lei complementar” a ser aprovada futuramente.

Bremaeker afirma que “seguramente o fator populacional é um dos que mais interessam” nas mudanças após a aprovação desse mecanismo. O governo estaria atendendo associações de municípios que se queixam de que cidades com populações pequenas, mas com grandes indústrias, têm mais receita que prefeituras com muitos habitantes, mas menos indústrias. “Trata-se de mudança importante introduzida na proposta a partir de demanda de entidades municipalistas de caráter nacional, que encontra fundamento nos grandes desequilíbrios na distribuição dos recursos entre os municípios, beneficiando desproporcionalmente aqueles onde estão localizadas grandes unidades industriais em detrimento dos demais”, diz a exposição de motivos que acompanha a proposta de reforma apresentada pelo governo.

Bremaeker fez uma simulação aplicando o critério populacional à distribuição de ICMS - segundo o qual cidades com mais habitantes receberiam mais . “Ganham os grandes municípios”, disse. Das 5.562 cidades, 62,42% (3.472) receberiam mais receita por serem mais populosas, e 37,58% (2.090) perderiam. A maior proporção de municípios beneficiados pela mudança fica no Nordeste: de 1.792, haveria ganhos para 81,72% (1.515), e perdas para 18,28%(177). No Norte, de 449 prefeituras, 60,58% (272) ganhariam, e 39,42% (177), perderiam. Nas duas regiões, as capitais perderiam, à exceção de Salvador, que teria mais receita com a mudança.

Também no Sudeste haveria mais municípios com ganhos. Do total de 1.688, 1.024 (61,39%) teriam mais recursos, e 644 (38,61%), menos. No Sul, porém, a situação se inverteria. De 1.188 cidades da região, apenas 468 (39,39%) ganhariam, e 720 (60,61%) perderiam receitas. No Centro-Oeste ocorreria situação parecida: de 465 cidades, só 41,51% (193) teriam mais recursos, e 58,49% (272), menos. “No Sul, Sudeste e Centro-Oeste, todas as capitais ganhariam, exceto Vitória, que não é o maior município em população do Espírito Santo”, disse Bremaeker. “Os municípios foram na onda da mudança de critérios, mas ainda não fizeram as contas.”

 



 

BNDES lança linha de R$ 300 milhões para financiar armazéns

14/4/2008


Fonte: Valor Econômico


O BNDES lança hoje em Brasília uma nova linha de financiamento, de R$ 300 milhões, para a construção de armazéns no país. Os empréstimos, com juros de 6,75% ao ano, serão destinados a empresas com faturamento bruto de até R$ 500 milhões anuais. O prazo de pagamento será de oito anos, incluídos três anos de carência.
As empresas terão que pagar taxa de 1% a 3% de spread bancário aos agentes repassadores dos recursos. Na tentativa de aumentar a concorrência e reduzir o custo dos empréstimos, o BNDES decidiu abrir a linha para todos os bancos, públicos e privados, que cobrarão taxa de administração de 0,5%.

A nova linha de crédito, negociada junto ao BNDES pelo vice-líder do governo na Câmara, Beto Albuquerque (PSB-RS), será somada ao programa de investimento Moderinfra, que tem R$ 500 milhões para emprestar a produtores rurais e cooperativas. "Trata-se de uma medida importantíssima. Vai ajudar a reduzir o déficit de armazenagem do país", diz Albuquerque, informado da decisão pelo presidente do BNDES, Luciano Coutinho, na última quinta-feira.

Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontam uma capacidade estática para armazenar 123,3 milhões de toneladas, mas a atual safra 2007/08 está prevista em 140,77 milhões de toneladas. Do total da defasagem do país, o Sul tem a situação mais crítica, com defasagem de 6,8 milhões de toneladas para uma produção de grãos, fibras e cereais no total de 58 milhões de toneladas.

O cenário resulta em constantes congestionamentos, filas e elevação nos custos de operações nos portos de São Francisco do Sul (SC), Paranaguá (PR) e Rio Grande (RS), além da concentração de veículos em rodovias, encarecimento dos fretes, depreciação dos preços pagos ao produtor rural e aumento dos custos de armazenagem.

A capacidade de armazenamento está distribuída entre empresas (74%), cooperativas (21%) e governo (5%). As empresas cerealistas não tinham linha de crédito para construção de silos e armazéns. Além disso, as linhas para compra de máquinas e equipamentos disponíveis são consideradas inviáveis pelos empresários nos quesitos, juros e prazos.

Pesquisa realizada pela Associação das Empresas Cerealistas do Brasil (Acebra) com mais de 123 companhias da região Sul aponta que 80% das associadas têm planos de construir armazéns em um ano e 83% querem adquirir novas máquinas e equipamentos de armazenagem. Só para obras civis, os empresários dizem ser necessários R$ 3 milhões. A Acebra informa que a linha do BNDES poderá ampliar a capacidade de armazenagem no Sul em 2,1 milhões de toneladas ao custo médio de R$ 6 milhões por empresa. Nesse caso, o déficit na região recuaria 31% somente com as filiadas da Acebra.

 



 

Aeroportos da Regional Nordeste têm aumento na movimentação de passageiros

16/04/2008


Os aeroportos da Regional Nordeste registraram no mês de março um aumento na movimentação de passageiros. No Aeroporto Internacional do Recife o crescimento foi de 22,95%, com 389.092 passageiros embarcados e desembarcados esse ano, e 365.760 em março do ano passado.

O movimento internacional teve o maior crescimento, 38,67%, comparado com o mesmo mês do ano anterior. O motivo do aumento foi a criação de novas rotas internacionais, como Recife/Lisboa, da Tap, vôos para Buenos Aires com a Varig e Ocean Air, com os charters semanais vindos de Córdoba, na Argentina.

No acumulado do primeiro trimestre de 2008, o Aeroporto de Recife obteve a movimentação recorde de 1,214 milhão de passageiros, o que representa um crescimento de 21,39% em relação ao mesmo período de 2007. No movimento internacional, o crescimento registrado foi de 28,48%, com 65.110 passageiros.

O Aeroporto Internacional Augusto Severo, de Natal, recebeu 16,7% mais passageiros que no primeiro trimestre de 2007, com uma movimentação de 479.913 passageiros. O Aeroporto Internacional de Maceió teve um acréscimo de 8% no mesmo período, com 276.607 embarcados e desembarcados.


Fonte: Mercado e Eventos



Exportações Baianas crescem o dobro do Brasil

16/04/2008


As exportações baianas alcançaram no primeiro trimestre do ano US$ 1,96 bilhão, crescendo 26,5% em comparação com o mesmo período de 2007. Esse crescimento representa praticamente o dobro do alcançado pelas exportações brasileiras, que foi de 13,8%. No período, as exportações da Bahia representaram 5,1% do total das vendas externas do país e 58% do Nordeste. Os dados foram divulgados hoje (15) pelo Promo-Centro Internacional de Negócios da Bahia, vinculado à Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração.

De acordo com o Promo, nem a greve dos auditores da Receita Federal nem o câmbio conseguiram impedir um bom desempenho das vendas externas baianas que, só no mês de março chegaram a US$ 666,3 milhões, superando em 19,1% as vendas de fevereiro de 2008 e em 18,4% as exportações de março de 2007.

O superintendente do Promo, Ricardo Saback, explica que a maior expansão das exportações baianas tem se concentrado em poucos setores, todos caracterizados como commodities e que atravessam ótimo cenário no mercado internacional (demanda aquecida e forte aumento de cotações). “Por conta disso, a alta das exportações tem sido ‘puxada’ mais pelo aumento dos preços e não pelos volumes exportados”, declara. Segundo estatísticas do Promo, no primeiro trimestre do ano, as quantidades embarcadas cresceram 4,75%, enquanto os preços aumentaram 20,67%.”

Dados do Promo revelam que os três principais setores responsáveis por esse bom desempenho no trimestre foram os derivados de petróleo, com crescimento de 91%; o de papel e celulose, com 66%; e os metalúrgicos, com incremento de 41%. Somados, os ganhos das vendas externas desses setores representaram 93,5% do incremento total das exportações do estado no período.

“Todos estes setores vêm obtendo recordes de preços no mercado internacional, o que vem motivando aumento nos embarques e receitas crescentes”, afirma Saback. Segundo ele, o preço médio dos derivados de petróleo no período de janeiro a março subiu 79%, os da celulose, 20%, e os do cobre (principal produto do setor metalúrgico), 32%.

Também apresentam crescimento expressivo no primeiro trimestre do ano (relacionados com o bom momento das commodities) as vendas externas de ouro (49%), derivados de cacau (40%), frutas (80%) e fumo (33%), além dos manufaturados pneus (70%) e calçados (24%).

Já o setor petroquímico, líder das exportações estaduais, registra queda de 5,6%, no período de janeiro a março, assim como o segmento automotivo (-7,8%) e os produtos agrícolas: soja (-48,3%) e o algodão (-13,4%). Estes últimos, não por problemas de preço ou de câmbio, mas por conta das chuvas que atrapalharam a colheita das safras no cerrado, principalmente no mês de março.

O principal destino das vendas externas da Bahia no trimestre foi a União Européia, com 33,7% de participação e também com a maior taxa de crescimento, com 44,8%. Individualmente, por país, os maiores mercados foram EUA (24%), Países Baixos (11%), Argentina (10%) e China (8%).


IMPORTAÇÕES


As importações no trimestre alcançaram US$ 1,67 bilhão, com um crescimento de 25,1% sobre igual período de 2007. O aumento do consumo interno e o expressivo aumento nas compras de derivados de petróleo impulsionaram os aumentos das compras de combustíveis e lubrificantes (116,3%) e de bens de consumo (19,5%). Também houve crescimento de compras de produtos intermediários, principalmente de trigo (136%), de borracha (92%) e de minérios de manganês (218%), além de fertilizantes e produtos químicos.

Os principais mercados fornecedores para o estado no período foram o Chile (minério de cobre), com 16%; a Argentina (automóveis, nafta e trigo principalmente), com 15%; e a Argélia ( petróleo e derivados), com 11%.


ASCOM-PROMO | Tel.: 71 2101-9410


Fonte: Assessoria de Imprensa



 
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